Gatossíntese

– Aí então, eu sonhei que tinha acordado. Mas continuei dormindo.
– Continuou dormindo.
– Continuei dormindo e sonhando. Sonhei que estava acordado na cama, e ao lado, sentado na cadeira, tinha um gato me olhando.
– Que espécie de gato?
– Não sei. Um gato. Não entendo de gatos. Acho que era um gato preto. Só sei que me olhava com aqueles olhos parados de gato.
– A que você associa essa imagem?
– Não era uma imagem: era um gato.

(da crônica “o gato sou eu” de Fernando Sabino)

 

Tenho paixão pelos gatos. Sembre que vagueio com algo que risque nas mãos, saem rabiscos em forma de gato. Entre livros, espalhados pela casa, gosto de tê-los, representados em objetos. Este em particular é um gato de madeira, herdado de minha irmã – uso para decorar minha estante de livros.

O mais prazeroso na busca por abstrair formas e objetos é o desafio de resumir simbolicamente, o significado de uma coisa ou dela e todo o seu entorno de sentidos. Neste caso uma estátua de gato, representa o objeto em si e toda a milenar existência de um gato. Independente da raça ou época, facilmente reconhecido em síntese pela sua silhueta e rabo.

O desenho simplista foi feito à mão e em mesa digital no Photoshop,  utilizando sobreposição de camadas e efeito de caneta gráfica.

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