Caos e Ccapitu

“Caos e Ccapitu”

Tema: “Repetição”. Resolvi fazer primeiramente uma pesquisa visual sobre imagens que me são referência para o tema. Comecei por ‘fractais’ e me deparei com uma enorme variedade deles. Logo me ocorreu a idéia de repetir a repetição, de saturar as imagens que por si só já significam repetição. A idéia me revelou que, curiosamente, juntos ainda que diversos eles dançavam um balé esquisito e criam uma unidade equilibrada. Não sei se por locura, desespero ou surto de criatividade, eu comecei a combiná-los em miniatura, tentando formar imagens, como um mosaico. Adicionei esta última palavra à pesquisa visual e achei um artista que trabalha com mosaicos, Thomas Bower, que tinha feito há cerca de três anos, algo muito parecido com o que eu estava querendo fazer (com a diferença que o seu trabalho me deixou desconcertada por tamanha genialidade). Após passado o choque, me senti envergonhada e feliz. Vergonha porque a minha idéia agora não passaria de uma cópia de um gênio, feliz por saber que o meu raciocínio era coerente.

Utilizei um processo diferente para a criação do mosaico. Já trabalhei há alguns anos com produção de artesanato com mosaico e falso vitral e queria uma impressão maior de vitral que na foto que tinha encontrado. De uma forma infinitamente mais simples, que chega até a me envergonhar, minha técnica foi a sobreposição de camadas com o photoshop. Todas os 270 pedaços da imagem são imagens (muitas repetidas) de uso livre (licença Creative Commons), inclusive a do Thomas Bower.

A imagem utilizada na camada abaixo dos fractais é uma auto-fotografia em preto e branco que possui um equilíbrio entre claro e escuro que gosto muito. Um beijo no rosto que guardo com muito carinho, daí o nome da arte. Por esta camada, todas as imagens seguem e se mesclam com a idéia de claro e escuro, do dual, do equilíbrio.

Usei o elemento “repetição” em várias faces da composição. Desde os movimentos que tive que repetir de comandos e recortes para preencher cada uma das 270 divisões ao fato de estar fazendo algo inspirada em uma obra já existente (o que acaba se tornando uma aspiração). Existe também uma idéia de repetição poética com o uso das imagens de fractais e elementos que sugerem repetição. Porém o fato mais curioso que pude observar da experiência que obtive foi o uso do artifício da repetição como elemento de coesão espacial. A imagem só se mantém coerente, apesar do caos criado pela profusão de cores e formas, por causa da divisão do todo em quadros de medidas iguais, repetidos. O mesma relação observei com a variação entre claro e escuro da imagem de fundo, justificando eqilíbrio do todo, fazendo surgir uma imagem resultado da combinação dos elementos difusos e repetitivos.

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